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CRUZADAS DA MEMÓRIA

Para um movimento de recolha das memórias do povo em vias de extinção.

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Comentário de IM Magazine em 26 abril 2014 às 22:52

Olá Maria,

Em primeiro lugar queremos agradecer as suas palavras calorosas.
Nós percebemos a sua questão mas na verdade o dólar está muito abaixo do euro. Assim, se uma pessoa doar 10$ está apenas a dar 7.23€ e a comissão de transação por  cartão de crédito é de apenas 20 cêntimos para 10$. Ou seja, a pessoa pagará sempre menos em dólares do que em euros. Nós é que recebemos menos por estar em dólares, mas como o público da revista também é internacional pensamos que assim faria mais sentido.

Comentário de Maria Gomes em 26 abril 2014 às 15:24

IM Magazine, gostava de doar para o vosso projecto, mas a campanha de crowdfunding não está em euros.

Talvez muita gente que vos poderia apoiar esbarrando neste inconveniente desista, o que será uma pena.

Podem explicar como se resolve o problema sem pagar mais por isso?

Obrigada e boa sorte para este projecto interessantíssimo!

Comentário de Ana Conchinha em 11 abril 2014 às 2:57

Olá a todos!

Sou nova por aqui, mas já li alguns testemunhos neste grupo que me deixaram com vontade de participar e até já tenho algumas ideias. Uma delas é adaptar a ideia da Topas e ir construindo algo parecido à minha madrinha (único elemento feminino vivo de alguma idade, da família mais chegada). É irmã da minha avó materna (já falecida) pelo que é uma pessoa bastante próxima, por quem nutro um grande carinho.

Curiosamente, ao ler estes testemunhos, lembrei-me de uma conversa que tive com ela hoje mesmo. Há uns tempos, encontrei no meio do mato, no Alentejo, uma "mala" de metal que usavam antigamente para transportar o farnel quando iam para a monda. E gostei tanto do seu ar antigo que quis ficar com ela, mas por já estar há algum tempo ao abandono, tinha ferrugem e estava bastante mal-tratada. Perguntei à minha madrinha se não teria alguma peça igual guardada e ela respondeu que sim e, como provavelmente estava com vontade de falar dos "tempos antigos", começou a dizer que era onde levavam o farnel, mas que antes disso, usavam tarros, ao que eu perguntei "Então, mas como os lavavam? Não ficavam com uma cor diferente no fundo ao fim de algum tempo?" e ela respondeu-me que não, que a comida não tinha muita gordura e que lavavam com um pouco de água e piorno (planta da qual faziam também as vassouras). E eu fiquei tão maravilhada com essa imagem, que lhe pedi que da próxima vez que for ao Alentejo, me mostre como faziam. :)

E depois de ter conhecimento deste grupo, vou aproveitar para lhe pedir que me conte histórias de antigamente, de como se vivia naquela altura. Algumas, lembro-me ainda de escutar a ela, à minha mãe e à minha avó, mas ficarão para partilhar num outro dia. Vou começar a escrevê-las, para que perdurem pelo tempo e não se esqueçam mais. :)

Obrigada, Fátima, por tão bela ideia! :)
Até breve.

Comentário de Maria Gomes em 12 março 2013 às 17:32

Sejas bemvinda, Irene Nunes. Este é um espaço de recolhas e partilha. è pena que ninguém escreva cá nada. Não há uma memória, um truque, um ensinamento dos vossos avós? Este lugar podia tornar-se um a verdadeira enciclopédia de vidas que nos passam ao lado.

É uma geração que leva tudo o que vem de há milénios, já pensaram bem no assunto?

Não acham isso grave? Então façam o favor de achar, está bem? Vamos fazer uma forcinha para arranjar tempo. Se cada um filtrar carinhosamente as memórias dos seus avós será uma vitória para as novas gerações. Não me desmintam. Esta verdade não é minha.

Comentário de Carla Batista em 15 dezembro 2012 às 20:16

Pois é! Não é por acaso que as crianças deveriam de ser mais orientadas pelos avós.... :D em determinados casos talvez mesmo pelos bisavós!!

Eu conheci muito bem o meu Bisavô e Bisavó Maternos, embora pequena adorava a companhia deles, e o meu bisavô sabia ler e devorava tudo o que apanhava para ler :) mas também gostava de escrever, tenho pena de não ter nenhum livro de versos dele... mas guardei muitas memórias bem sábias...

Sinto que o ideal era criar espaços onde a terceira ou quarta idade, pudessem interagir e partilhar com as crianças... e digamos que não é assim tão difícil de realizar. Muitas das vezes as coisas simples são fáceis de concretizar, mas é sempre preciso alguém que dê o primeiro passo!!!

Que passe da vontade ou palavra para a ação.

Por experiencia própria por vezes "pecamos" por pensar demais e agir menos! :D

Bem hajam pelas partilhas

Comentário de Maria Gomes em 15 dezembro 2011 às 21:46

 

Desde que cheguei aqui ao Pico, há mais de 4 meses, tenho estado para ir visitá-los a todos e ficar horas a fio a ouvi-los, um por um, história a história, emoção a emoção.

Passados vividos a 100%, com as mãos e os pés sobre estas pedras negras e o cèu a cobrir-lhes a alma de renúncias perdidas

Quando partimos para outtro lugar, naquela disposição de recomeçar ou recapitular, tudo nos parece possível. A mim, tinha-me parecido que o tempo daria para trilhar freguesias a pé, de gravador e alma na mão, a guardá-los um a um, como às sementes tradicionais é notoriamente meu desejo fazer.

Mas eles não esperam. Vão esperando o mais que podem, mesmo assim. Aquele esperou por mim até ante-ontem, até ter 94 anos. Finalmente não aguentou mais e faleceu.

Quando soube, fui a correr até ao funeral abraçar os parentes. Eu também era sua parente, mas afastada, nem era por isso que gostava dele.

E em três tempos estou dominada por um choro incontrolável que ninguém esperava, dada a relativa distância entre os nossos ADNs.

-Eu gostava muito dele - justificava-me eu, quase envergonhada por ser a única naquele estado.

A verdade é que ninguém ali perceberia se eu explicasse o meu pranto.

Eles vão-me morrendo todos, por muito que me esperem, todos, com 94, 95, ou mesmo 99, como a minha tia, lúcida e direitinham fará em breve, se ainda esperar por mim mais tempo.

Eu quero apanhar este povo vivo, meu Deus! Pára tempo, deixa-me recolhê-los, com os seus segredos agarrados ao corpo escasso! A candura daquelas ignorâncias sábias.

Não vos sei explicar, mas preciso que vocês me percebam, desculpem!

Por favor, todo o tempo que tenham, disponível, não o gastem à volta da TV.

Façam amigos velhos, se não os têm já, e perguntem-lhes:

-Como foi a sua vida?

Podem ter a certeza que é uma civilização crucial para o futuro que nos vai deixar nos próximos 5 anos, no máximo.

O meu apêlo é que não percam tempo em coisas adiáveis. Porque a raiz do futuro, o passado, não pode ser adiado.

Comentário de Topas em 2 maio 2011 às 9:57
Nos cursos de cosméticos e detergentes ecológicos ouvimos falar desta "água cal". Penso que é a mesma coisa. Será?
Comentário de Maria Gomes em 30 abril 2011 às 19:01

Uma saudação muito especial aos novos membros deste grupo, Pedro Múrias e Marcelo Eduardo :)

Certamente há uma razão forte para todos estarmos aqui. Os nossos netos poderão com razão dizer-nos um dia:

- Mas porque não me contam como viveram os meus bisavós? Já se esqueceram? Eu queria tanto saber como eles deixavam a sua roupa branca sem estragarem o solo e contaminarem as águas!!! Eu queria fazer como eles!!!

Fui Há uns valentes anos a Gondomar, onde encontrei um artesão que tinha feito um cesto de vimes em miniatura, com uma base de madeira ligeiramente inclinada.

Fiquei a saber que aquele conjunto ecológico era usado para fazer o branqueamento dos tecidos. A roupa era colocada no cesto, dobrada, por cima era colocado um lençol velho, com cinza dentro. Água a ferver era vertida sobre o conjunto, escorrendo para um balde. Deixando ficar de molho com tal preparado, «ficava alva que dava gosto ver e saíam as nódoas melhor do que saem com a lixívia», contou o senhor, com um brilho nostálgico no olhar.

Eu quero viver natural! Dirão os nossos netos, ignorando como...

Comentário de Maria Gomes em 6 abril 2011 às 12:01

Oh, Topas! Um belíssimo exemplo de idade!!!

Acho que o amor torna as pessoas inteligentes e a inteligência fá-las duradoiras e interessadas pela vida.

Claro que vamos seguir o exemplo da tua avó! E o teu também é de seguir :) que linda oferta lhe deste pelo centenário!!

Criei este grupo, porque me preocupo com a partida deles, levando as suas histórias únicas e intransmissíveis.

Vamos reconhecer o valor dos idosos, avós de todos nós.

Comentário de Gonçalo Nuno Pais em 6 abril 2011 às 11:57

Verdadinha Maria de Fátima. O meu avô é excelente, mas rezingão qdo lhe falo que ir para a oficina comunitária (a reforma agrária como lhe chama eheh) pode fazer a diferença. Plantando, falando com outras pessoas, com as crianças que tanto gosta. Diz q a única coisa que lhe falta é o dinheiro que já teve...como se isso lhe comprasse a felicidade ufff.

E a minha avó que de tanta atenção que quer tira a paciência a todos ;o) Mas com CC vamos lá ;o)

 

 

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