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Natural Horsemanship

Natural Horsemanship procura tratar o cavalo com respeito e preservar a sua dignidade e nobreza, sem a utilização do medo, da violência ou de coerção. Tem os métodos de ensino que são simples, justos e transparentes.

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Última atividade: 26 Out, 2014

Natural Horsemanship / Documentários / Videos


O que é a Equitação Natural?


Os cavalos são animais que vivem socialmente em manada, esta evolução para agirem em interacção social deu-lhes também a capacidade de escapar a predadores. O seu sistema de comunicação altamente desenvolvida é usado principalmente através da linguagem corporal ajustada também para ler o comportamento das espécies predadoras, assim eles conseguem frustrar tanto fisicamente como emocionalmente potenciais predadores na luta pela sobrevivência. Os seres Humanos são uma espécie predatória, instintivamente têm um comportamento que pode levar os cavalos a desconfiança e accionarem mecanismos de defesa e dependendo do carácter do animal puderam ter reacções mais agressivas, não por serem naturalmente agressivos mas sim por defesa.

A prática da Natural Horsemanship estuda também o carácter dos Equinos, de modo a que possamos aprender a ler o cavalo e sua linguagem corporal, com a finalidade de compreender seus os sentimentos e intenções. Podemos aprender a convencer o cavalo que não somos uma ameaça, fazendo-o entender que não somos a ameaça aprendendo a não ter comportamentos como um predador, aprender a imitar o comportamento linguístico do cavalo de modo que o cavalo reconhece a linguagem, então você terá uma boa comunicação. Quando você conseguir ganhar a confiança do cavalo o desejo inato pela interacção social por parte do cavalo, pode ser usado para criar uma verdadeira parceria. Um cavalo calmo, com confiança, aprende muito mais rapidamente a viver e entender o mundo dos humanos e disponibilizando-se a todas as situações que o Homem lhe proponha, será muito mais seguro para estar com e montado torna-se um participante disposto em nossos esforços. Sua saúde também é melhorada, eliminando o medo e stress, mais estável vícios e problemas comportamentais podem desaparecer rapidamente quando uma abordagem mais natural é levada para um treino de cavalos causando bem-estar.

Natural Horsemanship procura tratar o cavalo com respeito e preservar a sua dignidade e nobreza, sem a utilização do medo, da violência ou de coerção. Tem os métodos de ensino que são simples, justos e transparentes e podem ser aprendidos por qualquer pessoa. É principalmente um sistema de formação de pessoas a ler e treinar cavalos. Os Cavalos já sabem como ser cavalos... nós nem sempre sabemos como ser cavaleiros!

Janet Hakeney


Pioneiros do Natural Horsemanship

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Kel Jeffrey

Kel Jeffrey, que foi, no seu tempo, um treinador de cavalos muito conhecido na Austrália. Seus métodos de sucesso, e alguns deles ainda sobrevivem hoje com outros treinadores.

Monty Roberts

Monty Roberts, pseudónimo de Marvin Earl Roberts, (Salinas, Califórnia, 14 de maio de 1935) é um treinador de cavalos e criador do método Doma Gentil para domesticação de cavalos. É o autor do bestseller O Homem que ouve cavalos, uma autobiografia, e Violência não é a resposta, onde descreve o método.


Pat Parelli

Pat Parelli nasceu na Califórnia, a carreira equestre de Pat Parelli é diversificada, desde profissional rodeio, montando para apresentação a Sua Majestade a Rainha de Inglaterra no Palácio de Buckingham. Durante seus primeiros anos como treinador, Pat revelou que os cavalos eram fáceis de treinar, o desafio foi ensinar as pessoas. Ele sabia que tinha que encontrar uma maneira de ajudar as pessoas (que normalmente não tinham habilidades treino e entendimento) se tornam mais experientes com os cavalos. Em 1981, Pat desenvolveu um sistema de treino natural usando a psicologia e comunicação chave que permitem às pessoas ser bem sucedidas com cavalos sem usar a força, medo ou intimidação.


Documentários sobre Cavalos

Sundance Film Festival documentário "Buck" de Cindy Meehl 2011 Audience Award Winner

Uma lenda viva do mundo dos cavalos, Buck Brannaman foi a inspiração para O Encantador de Cavalos. Para este verdadeiro cowboy, os cavalos são um espelho da alma humana. Criados por um pai abusivo, Buck evita violência. Ao ensinar as pessoas a se comunicar com os cavalos por instinto, e não a punição, ele liberta o espírito do cavalo e seu companheiro humano. Cruzam o mundo com sabedoria zen, Buck promulga graça no vínculo entre o homem e o cavalo. A relação homem-animal se torna uma metáfora perfeita para enfrentar os desafios da vida diária, sejam eles consistem em criar os filhos, administrar um negócio, ou encontrar o seu fluxo com um parceiro de dança.

 

 

Natural Kingdom Collection: The Last Wild Mustangs

O oeste norte-americano foi uma vez o reino dos cavalos selvagens. Na verdade até o século XIX, manadas vagueavam pelos campos ao lado do búfalo. Hoje, apenas algumas centenas permanecem selvagens. Em cativeiro, eles literalmente deixam-se morrer.

Ver doumentário completo aqui

The Wild Horse Redemption

Numa prisão no deserto no sopé das montanhas rochosas do Colorado , os criminosos inveterados recebem 90 dias para domar cavalos Mustangs selvagens. A maioria dos presos que se voluntariam para o programa nunca treinou um cavalo antes, ou até mesmo montou um.

Ver documentário completo aqui

Cloud: Wild Stallion of the Rockies

Filmado nas montanhas de Montana, esta cronica, pungente e cativante foca-se num garanhão extraordinário, cuja vida tem sido registada desde o seu nascimento no estado selvagem em 1995 pelo vencedor do Emmy o cineasta Ginger Kathrens.



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Comentário de filipa azul em 4 junho 2012 às 22:34

Obrigada Manuel!

Ainda andamos aqui com as "questões da água", o que desgasta bastante, mas um dia destes, gostava de dar um salto a Évora e aprender consigo como crescer bem com a Glória.

Sim, porque a Glória está uma senhorinha! Largou aquele pelinho opaco de "urso" e brilha!

Temo até que esteja demasiado afectuosa, ou então os meus "chega para lá" estão fraquinhos...

Tem uma mania de mini-trinquinhas... Não são dentadas! Nada disso, põe-se a mastigar, baixa a cabeça, depois vem ronceira, encosta a cabeça e pimba! Mini-trinquinha quase sempre na roupa, mas estamos a chegar ao Verão e às roupas leves...

Digo: NÃO! Ela sabe o que é NÃO, mas fica assim com um ar de quem não percebe...

Preciso mesmo de dicas!

Se conseguisse inventar um fim de semana e desse cá um salto, fazíamos uma festa de baptizado centaurico e ficava nosso Padrinho.

Era bonito!

Que lhe parece?

Comentário de Manuel António Serronha Jorge em 4 junho 2012 às 12:25

Bom dia!
Olá Amparo. De facto a sensação que fica quando estamos a falar de como educar um cavalo falamos exatamente dos memos princípios que orientam a educação duma criança. Os cavalos são como crianças, cada vez tenho menos dúvidas acerca disso. Ao mesmo tempo que lhes damos afeto e proteção também vamos desenvolvendo neles a capacidade analítica, a auto confiança e o respeito pelo outro e também colocando alguns limites exercendo assim uma natural autoridade ou liderança. Perto de >Cascais há uma senhora francesa terapeuta que usa cavalos como terapia e também na área do coaching, é na quinta do cavalo. Não conheço pessoalmente mas em matéria de interação com animais acho que faz um excelente trabalho. Eu procuro conciliar estes aspetos do coaching e da terapia com a equitação propriamente dita.
Um dia se quizerem aparecer por Éora terei todo o gosto em receber-vos e mostrar o que faço. Entretanto vamos falando
Abraço

Comentário de Amparo Losana em 3 junho 2012 às 20:26

Ah!, devo dizer tb que há uns meses ví 3 cavalos correr em liberdade... E fiquei com essa imagem gravada na mente... Lindo!
Obrigada

Comentário de Amparo Losana em 3 junho 2012 às 20:21

Obrigada, Manuel. Tenho um filho de quase 5 anos que educo em casa e estas conversas sobre a doma natural me faz lembrar muito sobre a relação estreita que têm com a educação natural de crianças, pois o sentir é o mesmo, só que se trata de animais. Não sei cómo se faz a doma tradicional, mas há um mes tive a oportunidade de estar uns minutinhos com um cavalo (se bem que já tenho visto cavalos) com o qual sentí uma ligação. Achei que ele era muito inteligente e o dono me disse que quando era potrinho não havía nenguém que lhe pusse-se a mão encima. Ele achou que os anteriores donos não o trataram da melhor forma. Mas eu ví como o dono o tratava, e deu naquele belo cavalo, que respondeu logo as minhas festinhas e agitando a cabeça e batendo com a pata traseira quando me ia embora... A partir de aí, comencei a gostar de cavalos :-)
Nos moramos no Seixal, e como educo ao meu filho em casa gostava que ele tivesse a experiência com cavalos, mas havendo esta forma de lidar com eles, gostava que o meu filho tivesse a oportunidade de conhecêr-la.
Bem hajam

Comentário de Manuel António Serronha Jorge em 3 junho 2012 às 18:27

Tenho andado arredado daqui , estranhamente nem sempre recebo no hotmail avisos dos vossos comentários. Filipa só hoje vi o seu pedido sobre dicas de comunicação com os cavalos mas acho que pelo lindo e emocionante texto que escreveu sobre a lingua dos centauros você tem aí uma excelente mestra, a Glorinha pois a  verdade é que são eles que nos ensinam :). Fabuloso texto, você fala coisas muito importantes em qualquer tipo de relação, a confiança e o respeito mútuos, excelente e sobretudo vindo de alguém que começou este caminho sem alguns vícios do mundo equestre onde ainda se defende a idéia de dominância e de quebrar o cavalo , de sujeitá-lo enfim tudo aquilo que vocês bem sabem e que infelizmente continua a imperar neste meio por vezes tão elitista, hipócrita e cruel. Falando da Glorinha essa construção afetiva entre vocês duas é fundamental. Há no entanto a questão do respeito e aí será importante fazer ver à Glorinha que também nós temos o nosso espaço vital e que ela para entrar nele deve fazê-lo de forma cuidada. Obviamente que sendo ela uma criança ainda vamos simplesmente de vez em quando afastá-la de nós com um simples gesto ou esbracejar e recompensá-la de imediato logo que ela recue ou desvie, assim vamos obtendo dela maior respeito tal como quando nos aproximamos dela o devemos fazer com a sua aceitação e se a relação de confiança estiver bem desenvolvida esse aproximar é feito de forma despreocupada pois deixa de haver razão para receios. Mas este chega pra lá é importante até porque é assim que eles fazem entre si. Na comunicação com os cavalos devemos usar uma linguagem tão clara quanto possível e dosear a energia das ações em função das respostas que o animal nos dá. Se com um gesto do meu dedo indicador eu consigo um chega pra lá então não preciso nem dvo fazer mais. Agitar apenas o necessário criando a energia e a consequente resposta pretendida. Não é fácil mas os cavalos vão-nos dizendo se estamos ou não no bom caminho. Esse esbracejar não é mais do que uma pressão à qual o cavalo irá responder. Entre eles, um olhar dirigido a um deles é a pressão mínima, a seguir vem o murchar das orlhas e um gesto de cabeça e se não resultou as orelhas colam atrás e sai dentada ou patada. A pressão é usada desta forma, gradualmente. Quando o nosso corpo não se mostra eficaz a criar esta pressão no chega pra lá, podemos recorrer a algo como uma corda, uma peça de roupa ou algo que crie uma energia mais intensa, mas sempre começando por um gesto mínimo , numa escalada de energia que deve obter a resposta do cavalo em 3 ou 4 segundos e parando imediatamente de exercer esta pressão assim que ela esboçar uma resposta por muito pequena ou hesitante que seja. Mas no início é sobretudo a brincadeira e o estar com eles o suporte duma boa relação que servirá de fundação a esta comunicação  e a uma liderança naturalmente aceite e não imposta. Enfim ficam a qui algumas dicas. E quando se sentirem frustrados por não conseguirem o que pretendem, por favor, parem e recomecem as vezes que forem necessárias, sem em momento algm perder a paciência e reagirem emocionalmente.

Amparo, respondendo à sua pergunta há um senhor amigo em Pegões- Landeira que faz doma natural mas é uma pessoa super ocupada. Eu estou por Évora, se quizer aparecer um dia diga.

Um grande abraço

Comentário de Amparo Losana em 2 junho 2012 às 14:03

Olá. Não tenho experi~encia com cavalos, mas gostava muito de começar. Há algúm de vocês pela zona de setúbal?

Comentário de Quinta do Alcanar em 19 maio 2012 às 22:23

Olá

Tenho cavalos lusitanos e desconhecia estes métodos, no entante se houver alguem interessado(a) em praticar estes principios ponho os meus cavalos à disposição para praticar, pois são muito doceis mas ainda não estão montados nem ensinados

Comentário de filipa azul em 6 janeiro 2012 às 10:07

Obrigada José!

É TÃO BOM poder estar e aprender e crescer com um cavalo!

Eu suspeitava, mas agora tenho a certeza.

E a Glória é extraordinária!

Não queres dar um salto à Gardunha e vês a miúda?

Davam-me jeito umas dicas e conhecias uma "cavalinha" linda!

Está tão mais bonita que quando chegou!

Comentário de filipa azul em 5 janeiro 2012 às 13:17

A Língua Silenciosa dos Centauros

Todos os dias, desde que chegou a Glória, passo horas e horas a falar com ela.
A aproximar-me, a procurar palavras que lhe contornem os temores, que tem desta espécie esquisita que anda em duas patas.
Primeiro reconheceu o nome: Glóóória! Relinchava-lhe eu de mansinho. Glóóórinha!!!
Ela aprendeu a corresponder, relinchando também.
Depois, com aquele ouvido apuradíssimo, que Deus deu aos cavalos, reconhecia-me os passos, talvez também o cheiro e mal eu saía de casa, ouvia-a relinchar a chamar-me.
Maçãs e cenouras também contribuíram e muito, para a aproximação.
As festas e a escova vieram depois.
A pequena e semi selvagem Glória, abria-me os olhos, punha as orelhas-antenas viradas para trás e batia com a pata direita em sinal de impaciência: Mau! Estás a esticar-te!
Eu fui insistindo em pequenas doses, dizia-lhe que era tonta, linda e para se deixar de fitas comigo.
Acabou por perceber os encantos de uma massagem de escova e vaidosona abana a cauda e faz jeitinhos com a cabeça para sentir as crinas penteadas e leves.
Fomos andando, conversa, escova, festas, cenouras e maçãs...
Ontem resolvi esticar-me mais um bocadinho e aparar-lhe a crina e a cauda, que estavam muito ressequidas de tanta vida selvagem. Deixou!
Senti que tinha metido uma lança na África da sua confiança.
MAS... havia qualquer coisinha entre nós que... o quê?
À noite fui outra vez visitá-la, falei-lhe muito baixinho primeiro, depois calei-me, fiquei só a olhá-la, encostada nos paus do estábulo e a Glória veio, encostou a sua grande cabeça à minha e ali ficámos as duas em silêncio.
E percebi o que faltava entre nós. Faltava que eu também confiasse nela. Faltava que eu a deixasse aproximar-se, cheirar-me, encostar a cabeçorra.
Porque até ontem, eu só lhe tinha imposto que devia confiar em mim, de todas as vezes que ela chegava com a grande cabeça demasiado perto, eu recuava.
Ontem fiquei, ficámos... As duas quietas, a respirar baixinho, caladas e de cabeças juntas a falar a língua silenciosa dos centauros.

Comentário de filipa azul em 17 dezembro 2011 às 22:31

vídeo interessante sobre como fazer um cabresto de corda.

http://www.youtube.com/watch?v=GRDnx8rCZlM

 

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