A Responsabilidade das novas gerações na cocriação da Transição para as Sustentabilidades

 

Vivemos desafios extraordinários. A nossa sociedade, portuguesa e europeia, faz parte de uma aventura humana, de uma civilização, que foi capaz de construir os espelhos, com que já podemos observar e compreender, o legado que deixámos ao futuro, e que temos a oportunidade de reescrever. Com coragem.

 

E o que vemos nós? Serenamente, com ponderação, devemos reconhecer, que fomos capazes de criar valor nas artes, ciências, engenharias, sistemas jurídicos e políticos, na riqueza e diversidade de estilos de vida, ou seja, em quase todos os domínios da ação humana.

 

Observando com mais atenção, verificamos que baseámos a nossa prosperidade, sobretudo numa parte do que é ser humano.  A mais competitiva, agressiva, egoísta. Suportados por energia abundante e barata durante os últimos séculos, realizámos de forma muito desigual, expectativas de consumo, sem compreendermos bem, as ligações entre nós e os sistemas de que dependemos, as outras economias e culturas, as outras espécies e sistemas biofísicos, o Planeta Terra.

 

Temos vivido ilusões de que somos cúmplices. Quando afirmamos que as contas públicas; os consumos; as desigualdades sociais e económicas são insustentáveis, talvez seja boa ideia pararmos para refletir com seriedade.

 

São cada vez mais os autores a sugerir, que vivemos o maior mito de sempre na História da Humanidade. O do crescimento económico exponencial, num planeta finito, que obedece às leis da física.

 

Se estamos de facto a atingir limites com os atuais modelos económicos e sociais, que estão a produzir cada vez maiores níveis de sofrimento emocional nas pessoas, então, este é o momento para desenvolvermos novas métricas e novos modelos mais inteligentes.

 

Permacultura significa cultura permanente ou sustentável, ao nível emocional, financeiro, económico, social, energético e ecológico. Significa desenvolvimento integral desenhado por seres humanos mais evoluídos e conscientes. Com base em princípios éticos e de design criados originalmente na Austrália por Bill Mollison e David Holmgren, podemos redesenhar o nosso papel nos territórios, reinventando sistemas agrícolas, urbanísticos, industriais, humanos, mais próximos das nossas genuínas necessidades.

A Transição para uma prosperidade menos material, mas mais inteligente, inclusiva, e moralmente mais elevada, deverá ser feita com grande pragmatismo. Desenvolver Projetos e Empresas financeiramente viáveis, que otimizem retornos sociais e ecológicos deve ser uma prioridade de todos.

 

Publicado na Revista CEntrevista TSF (A simplicidade voluntária)

 

João Leitão

É um Empreendedor com formação universitária em Gestão e Psicologia pelo ISPA - Instituto Universitário.

É o único Mindjet Certified Trainer da Península Ibérica. Aplica Mapeamento à criação de projetos no âmbito duma Economia do Bem Comum.

 

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Tags: liberdade, permacultura, permaculture, portugal, transition, transição

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