Movimento de Transição, Economia, Negócios e Empresas Sociais?

Viva!

 
Se para a Transition Network este assunto é importante, para Portugal, estamos perante o tema mais importante para as pessoas, as famílias e as comunidades.
 
As últimas projeções para o desemprego oficial não mentem. Mais de 13% de desempregados e cerca de 30% de desemprego jovem.
 
Um Movimento Social que seja conotado como uma nova Quercus, será totalmente descridibilizado, e não terá a utilidade social que merece.
 
Compreendo que para os que têm uma vida confortável, e encaram a Transição como um hobbie e uma coisa gira, poderá haver outras prioridades, mas essa não é a realidade da esmagadora maioria dos portugueses...
 
Encaro o Movimento de Transição como um assunto muito sério, e portanto, gostaria de vos sensibilizar para a importância de, como a Permacultura propõe, criarmos Rendimento a cuidar da Terra e das pessoas. Mais, e como tenho dito, deve ser este o nosso posicionamento, como forma de facilitarmos mudança de facto e conseguirmos comunicar com quem sabe o que custa a vida.
 
Assim, deixo-vos mais um tema para reflexão. Arjuna Krishna-Das ajuda-nos a desmistificar a importância, agora sim, de criarmos uma Nova Economia, com uma pergunta interessante:


How can we engage with large investors/funds to obtain significant investments for large-scale sustainable community enterprises?


http://www.transitionnetwork.org/blogs/conference-2011/2011-07/econ...
 

Num outro texto, é-nos sugerido que pensemos na possibilidade de as Iniciativas de Transição serem Incubadoras de Empresas Sociais, Empresas de Transição...

 

http://www.transitionnetwork.org/blogs/conference-2011/2011-07/econ...

 

Qual é a V. opinião?

 

"Uma Empresa de Transição (ET), é uma entidade financeiramente viável, que responde a uma necessidade comunitária real, que gera benefícios sociais, e que tem impactos ecológicos positivos, ou pelo menos, neutros."

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Tags: permacultura, permaculture, portugal, transition, transição

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Comentário de BioEscolha em 14 setembro 2011 às 16:57

Boa tarde,

Somos um supermercado biológico que abriu há 3 meses em Coimbra.Portanto uma empresa de transição.

 

Por política da empresa, preferimos trabalhar com pequeno produtores e praticamos margens baixas para dar oportunidade a todos de aderirem ao biológico.

Damos apoio personalizado aos nossos clientes e tentamos sensibilizar para a alimentação biológica e ecologia

Pessoalmente sou eng. civil e uma das minhas sócias é arquitecta com posgraduação em construção sustentável.

Estamos disponíveis para trabalhar em projetos que respeitem o meio ambiente, comércio justo e criem emprego.

 

Vitor Marques

Comentário de José Mestre em 26 agosto 2011 às 8:29

Bom dia a todos

Aldeias abandonadas como Rossaio estão "no caminho" dos projetos que referem?

Gostaria de "beber" mais do que tenho possibilidade pelo facto dos links sugeridos serem em Inglês. 

Em resumo, o que me motiva a estar " aqui" é aprofundar o que nos leve a todos a:

"Uma Empresa de Transição (ET), como  entidade financeiramente viável, que responde a uma necessidade comunitária real, que gera benefícios socias, e que tem impactos ecológicos positivos, ou pelo menos, neutros."  

 

Bem hajam

J. Mestre  

 

Comentário de Sílvia Carvalhal Paixão em 8 agosto 2011 às 13:59
Daniel, às vezes as palavras pregam partidas e podem ser mal interpretadas. Projectos financeiramente viáveis sem estarem retirados do contexto a que me estava a referir, são projectos que permitam obter algum rendimento, pois como todos sabemos, não podemos nem conseguimos viver de ar e vento. Gostava muito, mesmo muito, de viver num espaço o mais natural possivel, tipo quinta, onde pudesse cultivar a minha comida, onde pudesse ter um modo de vida ainda mais natural e viver em comunhão com a natureza. Gostaria de ter espaço e forma de acolher amigos e animais, para todos vivermos felizes. Mas a quastão que se coloca é: até conseguir ter rendimentos que me permitam chegar aí, preciso de trabalhar! E prefiro ir trabalhando, para realizar dinheiro, de uma forma sustentável, em transição, para me sentir realizada com o que faço e para saber que o que se vai fazendo não é à custa do planeta nem de trabalhadores descontentes, nem do desperdicio de recursos naturais.  A ideia é criar ou saber como criar uma empresa de transição: tal como disse o João Leitão, uma empresa de Transição  "Uma Empresa de Transição (ET), é uma entidade financeiramente viável, que responde a uma necessidade comunitária real, que gera benefícios socias, e que tem impactos ecológicos positivos, ou pelo menos, neutros."     Sei que há apoios por parte do estado para certas coisas relacionadas com a agricultura e com o empreendedorismo. Para isto, é que é necessária esta discussão e haver sim, alguns apoios, porque confesso, não percebo de tudo, mas vou tentando perceber um pouco mais dos assuntos que realmente são importantes para mim. Tal como eu, estou certa que haverá mais algumas pessoas. Daí ter falado inicialmente de "plataforma que englobe transição, economia,negócios e empresas sociais."

Mapper
Comentário de João Leitão em 8 agosto 2011 às 13:09
Grupo Empresas de Transição, aqui.
Comentário de Sílvia Carvalhal Paixão em 1 agosto 2011 às 12:10
Sim, é excelente ideia. João, faz realmente falta algo assim! e aqui é o lugar ideal! o que será preciso fazer? Alguem ligado ao ramo que queira ajudar  a "serpentear" pelo meio tambem seria optimo!
Comentário de Nascimento João em 1 agosto 2011 às 11:20

Não há um Advogado/Gabinete de advogados, jurista, ou alguém que serpenteie por entre a burocracia e esteja disposto a colaborar com o grupo da Permacultura? Parece que faz todo o sentido haver um núcleo de pessoas com experiência no meio, que nos possa ajudar a todos...

Bem Hajam :)


Mapper
Comentário de João Leitão em 1 agosto 2011 às 8:31
Sílvia, temos também como objetivo de curto prazo, facilitar a vida a quem quer desenvolver projetos. Transformar ideias em entidades financeiramente viáveis é das ações mais importantes que podemos fazer, e devemos incentivar essa ousadia aqui na Rede...
Comentário de Sílvia Carvalhal Paixão em 29 julho 2011 às 14:47
Sou totalmente a favor de uma transição REAL. No entanto, acho que sim, que faz falta uma plataforma que englobe transição, economia,negócios e empresas sociais. Para quem está ligado as coisas mais naturais, certamente que determinadas temáticas que passarão ao lado, assim como o inverso, e hoje em dia, para criar algo com "pernas para andar", desenvolver um projecto que crie rentabilidade em comunhão com a natureza, parece que é precisa uma pós graduação em assuntos burocráticos quase segredo de estado, tais como os apoios que há por parte do estado, devidas legalizações, etc. É tudo muito bonito e muito interessante, mas mesmo quem  tem uma vontade de ferro as vezes pode-se perder nos meandros da burocracia. Haverá forma de solucionar isto?
Comentário de Cassandra Querido em 29 julho 2011 às 14:10

Gostei sobretudo do 2.º link, muito objectivo e concreto, permite situar qualquer um de nós num cenário simples de actuação.

Obrigada.

Comentário de Antonio Joao Boleto Catela em 28 julho 2011 às 13:48

Na minha prespectiva ,nao é possivel pensar que quando acabar o petroleo nao existe mais economia.

Hoje em dia -oficialmente- o nosso sistema monetario assenta  sobre o ouro.

Entendo a permacultura em transioçao como a sustentabilidade ,um sistema auto sustentavel,a riquesa(excedentes )em que todos participam nela e porque todos a criam isto é um sistema onde nao ha falencias(justas ou fraudulentas)pois todos produzem para o bem comum.

 

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