E se fosse possível criar um movimento social em Portugal e no Mundo, capaz de fazer o diagnóstico da nossa situação no Planeta, na sua dimensão psicossocial, económico-financeira, energética e ambiental?

E se esse movimento fosse fortemente inspirado pelos princípios éticos e de design da Permacultura, permitindo o redesenho nas nossas aldeias, vilas e cidades?

Esse Movimento já existe. Nasceu em Kinsale e Totnes, e espalha-se como um vírus por todo o Planeta.

Não basta tratarmos de nós, das nossas famílias, dos nossos amigos. É fundamental chegarmos às outras pessoas, fazendo uma proposta possível de felicidade colectiva.

Eu estou em transição para a Simplicidade Voluntária e gostaria de inspirar mais pessoas. E vocês?

Transitemos!

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Comentário de Andre Correia em 4 fevereiro 2010 às 17:08
Ola a todos os que se foram juntando a conversa.
Respondendo a Ana, parece-me que a % de pessoas em vilas interiores que disfrutam da cultura na sua terra e bem superior a das cidades. Apenas uma pequena minoria das pessoas no Grande Porto por exemplo tem tempo ou interesse em apreciar cultura.
O motivo principal que prende as pessoas a cidade e o emprego, a habitassao social i os amigos.
Em Portugal nao faltam campos por cultivar, muitos estao cobertos por eucaliptos que os degradam a cada ano que passa.
Segundo economistas, ao contrario das retomas anteriores, desta vez nao vai haver redussao significativa do desemprego a curto prazo.
Alguns desempregados sem dinheiro conseguirao criar o seu proprio trabalho na cidade, mas a maioria prepara-se para ficar o resto da vida no cubiculo da cidade dormitorio em frente a tv i aos joguinhos.
Tb nao podemos esquecer os empregados. A maioria deles sentem-se explorados, sao refens das circunstancias i do seu medo.
Eu vejo comunidades baseadas na agricultura como a melhor alternativa a isto para quem nao tem dinheiro i se contenta com uma vida simples. Se nao se ganhar nenhum pelo menos nao se passa fome nem se fica dependente do estado.
Mesmo que se convertam as ruas da cidade em campos agricolas, o presso do terreno i da habitassao nao sao para qq bolso.
Nao quero convencer nenhuma pessoa a sair da cidade mas ha uma enormidade de pessoas que querem sair i nao sabem como. Na situassao actual, eu estou mais empenhado em responder a esse "como" do que em tentar tornar a cidade um pouco menos insustentavel, mas tb estou interessado nisso.
Comentário de jaques em 4 fevereiro 2010 às 1:20
Ólá eu vivo numa pequena vila no ribatejo (alpiarça) e tambem acho que as pessoas da cidade estão mais recetivas porque a qualidade de vida é um pouco melhor ainda no campo sem tamtas correrias e comendo produtos de melhor qualidade mas estão aos poucos a compreender que é preciso mudar, abraço....
Comentário de Andre Correia em 3 fevereiro 2010 às 19:18
Ana espero nao ter dado a entender que pretendia isolar-me. Nao tenho nada contra quem se isola mas pessoalmente nao busco apenas uma mudansa pessoal.
Um dos meus objectivos e o de cativar os insatisfeitos das cidades mostrando que e possivel ter uma vida melhor i sustentavel.
Nao idealizo total auto-suficiencia mas sim uma economia mais local, i qd nao ha alternativa manda-se vir da China ou doutra qq ditadura ate nao terem mais nada para mandar.
Nalguns paises ricos o excesso e tanto que e possivel viver na cidade sem comprar absolutamente nada, apenas parasitando os desperdicios do consumismo. No entanto essa forma de vida nao mostra uma alternativa ao proprio consumismo.
Aplaudo todas as iniciativas para tornar as cidades mais sustentaveis i aplaudo ainda mais todas as iniciativas que oferessam uma alternativa a estrutura insustentavel das cidades.
Comentário de Roseane Rocha em 3 fevereiro 2010 às 13:56
A quantas pessoas já demos "bom dia, boa tarde ou boa noite" hoje? Esta semana? Este mês?
Quantas horas do nosso tempo livre doamos para ajudar alguém, seja um vizinho, uma associação, atraves de servço voluntário, ou mesmo um desconhecido? Quantas vezes perdemos o nosso tempo a desligar todos os nossos aparelhos da ficha, para não gastar electricidade desnecessária, tomamos banho menos demorado, camonhamos um pouco mais, ao invés de tirar o carro da garagem?
E quantos de nós já tentamos estimular os nossos filhos, pais, amigos, vizinhos colegas de trabalho a praticar esses gestos tão simples?
Uma transição a escala global começa em nós!
Tô na onda. Transicionemos!!
Comentário de Maurício d'O FOJO em 3 fevereiro 2010 às 13:29
Aliás, é nas cidades que a grande maioria das pessoas (desejosas de transição interior e exterior), encontra-se!
Comentário de Andre Correia em 3 fevereiro 2010 às 13:04
Eu acho que em Portugal podemos ser ainda mais ambiciosos do que esperar por uma transissao. O desenvolvimento do conhecimento vai criando novos paradigmas i o facto da maioria das pessoas em Portugal estar insatisfeita com a vida em geral cria a situassao ideal para uma mudansa social radical.
Varias zonas de Londres foram declaradas comunidades de transissao (transition towns) ja ha uns anos.
Embora ache que estas iniciativas sao importantes i fazem alguma diferensa, a realidade e que para mais de 99% da populassao nessas areas o estilo de vida nao mudou por causa disso.
Nao estou a ver uma solussao para os problemas socioambientais sem um exodo em massa das cidades.
Dai a necessidade de criar pequenas comunidades virtualmente auto-sustentaveis i replicaveis que garantam os requisitos mais basicos i possibilitem responder as necessidades emocionais das pessoas de forma duradoira, nao como o entretenimento superficial das cidades.
Comentário de Maurício d'O FOJO em 3 fevereiro 2010 às 11:08
Eu trasiciono, tu transicionas, ela transiciona, nós transicionamos, vós transicionais, eles transicionam e assim, juntos a transicionar, transicionaremos o curso da história! ;)

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