"Sou um ser humano como tu. Caminhamos na mesma Terra, iluminados e aquecidos pelo mesmo Sol, fustigados pelas mesmas intempéries, cansados, repousados e renovados pelos mesmos ciclos.

Contigo partilho a dádiva inefável da Vida, a realidade Suprema da Consciência. Segue-me na visão fraterna, companheiro: a Humanidade que nos corre nas veias, essa totalidade grandiosa que nos comove - está ainda por cumprir. Somos filhos de um tempo funesto em que o Homem aprendeu a ter e fazer demasiado para o que sabe ser...

O vento do amanhã ameaça encontrar-nos nús e verdadeiramente sem desculpas. Se não cumprirmos cada um de nós, o nosso pequeno papel, poderemos fugir para todos os lugares do mundo; porém a Consciência do Bem por fazer, da obra por realizar, do impulso interior por cumprir, encontrar-nos-á também aí.

A coisa mais triste, o verdadeiro fracaso para um homem, é não se cumprir a si próprio - é ser indigno da Humanidade. A maior cobardia sempre foi a dos que não ousaram ver-se no espelho do mundo e dos tempos e não mudar o reflexo.

E a ti, que me acompanhas, perdoo-te por seres pequeno e fraco e humano como eu - mas poderás tu perdoar-te a ti mesmo se não tentares deixar, nos passos que dás e na terra que pisas, um vestígio de ternura, um aroma fresco, uma toada de alegria? (...)"

Vítor José F. Rodrigues

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Tags: liberdade, permacultura, permaculture, portugal, transition, transição

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